Lastro ferroviário de granitos e rocha básica em regiões tropicais: relações entre petrografia, propriedades físico-mecânicas e de alterabilidade

Autores

  • Rony Souza dos Santos Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil
  • Rogério Pinto Ribeiro Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil https://orcid.org/0000-0001-5555-4885
  • Antenor Braga Paraguassú Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil https://orcid.org/0000-0003-3795-1435
  • Gustavo de Castro Xavier Universidade Estadual do Norte Fluminense, Rio de Janeiro – Brasil https://orcid.org/0000-0002-4782-6577

DOI:

https://doi.org/10.14295/transportes.v29i2.2369

Palavras-chave:

Ensaios tecnológicos, Micro-Deval, Alterabilidade, Imersão em etilenoglicol

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar, de modo comparativo, a evolução desta degradação em três tipos de rochas, dois granitóides e um microgabro os quais, eventualmente, podem ser utilizados como lastro, devido à proximidade das pedreiras ao traçado de uma ferrovia a ser construída entre São Paulo e a região de Campinas (SP), região sudeste do Brasil. A alterabilidade das rochas foi testada utilizando-se soluções de sulfato de sódio e de etilenoglicol. Com base em análises petrográficas detalhadas, ensaios Micro-Deval e de abrasão à umido (“Slake durability test”) foram realizados conjugados ou não aos referidos ensaios de alterabilidade. Os resultados são pontuais, válidos e positivos para as amostras dos maciços rochosos cuidadosamente selecionados e descritos, considerando as diferentes características dos granitóides pertencentes aos Complexos Morungaba e Cantareira. No caso da rocha básica, o microgabro, não deve ser usada como lastro na região estudada, de clima tropical, pois os fragmentos expostos que constituem o lastro são intensamente afetados pelo intemperismo químico (notadamente reações aceleradas pela água e temperatura), culminando na decomposição dos minerais primários e, consequentemente, na degradação físico-mecânica mais rápida desta rocha. Na prática, manutenções periódicas mais frequentes e de custos mais elevados.

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Biografia do Autor

Rony Souza dos Santos, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Master´s degree sutdent of Geotechnical Engineering Program, São Carlos School of Engineering.

Rogério Pinto Ribeiro, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Departamento de Geotecnia

Antenor Braga Paraguassú, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil

Department of Geotechnical Engineering, São Carlos School of Engineering.

Gustavo de Castro Xavier, Universidade Estadual do Norte Fluminense, Rio de Janeiro – Brasil

Civil Engineering Laboratory.

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Publicado

30-07-2021

Como Citar

dos Santos, R. S. ., Ribeiro, R. P., Paraguassú, A. B. ., & Xavier, G. de C. . (2021). Lastro ferroviário de granitos e rocha básica em regiões tropicais: relações entre petrografia, propriedades físico-mecânicas e de alterabilidade. TRANSPORTES, 29(2), 2369. https://doi.org/10.14295/transportes.v29i2.2369

Edição

Seção

Artigos