Considerações sobre o ensaio de retorno elástico por torção para asfaltos modificados

Thiago Hilário da Cruz, Thiago Seliger Woellner, Lilian Tais de Gouveia, Luciano José Senger

Resumo


O objetivo deste trabalho é analisar o ensaio de Retorno Elástico por Torção (NLT-329/91) quanto ao tempo de giro da amostra de asfalto e quanto ao controle da temperatura de banho do asfalto durante o retorno elástico, assim como a Repetibilidade e a Reprodutibilidade. O ensaio de Retorno Elástico por Torção avalia a recuperação elástica dos asfaltos e consiste em submeter uma amostra de asfalto à uma torção de 180°, sendo o giro de torção realizado em um intervalo de 3 s a 5 s. O resultado do ensaio é expresso em porcentagem de recuperação elástica, após 30 minutos de retorno elástico. Neste estudo, foram utilizados três tipos de ligantes modificados. Os ensaios foram executados por dois operadores em tempos de giro entre 3 s e 5 s e entre 30 s e 50 s, com e sem controle de temperatura de banho da amostra durante o tempo de retorno elástico. Os resultados mostraram que o tempo de giro influencia os resultados de retorno elástico. Quanto maior o tempo de giro, menor o retorno elástico. A pequena variação da temperatura de banho do asfalto durante o tempo de retorno elástico não influenciou os resultados. No entanto, recomenda-se que a temperatura de banho seja mantida constante. A Repetibilidade, mesmo operador e mesmo equipamento, e Reprodutibilidade do ensaio se mostraram elevadas, ou seja, as diferenças entre resultados replicados por um mesmo operador, assim como as diferenças de resultados replicados entre operadores distintos, apresentaram variabilidade baixa. A variação total foi de 3,5% em relação à média e desvio padrão médio de 2,3.


Palavras-chave


Retorno elástico por torção. Asfaltos modificados. Repetibilidade e reprodutibilidade.

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DOI: https://doi.org/10.14295/transportes.v28i3.1974

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